9 de jun de 2013

Bite Me XIV - New Friend

Oi minhas lindas mesninas *-* Aqui estou com mais um capítulo para vocês, apenas me desculpem por ser um pouco pequeno, mas não é por falta de criatividade e sim porque queria postar logo para as minhas lindas, retribuí-las pelos comentários e tanto amor <3

Katherine's POV

Episódio 14 - New Friend | 11:00 AM - México | Tony's Bar

A menina tinha os olhos arregalados e o medo podia ser visto em seus olhos, ela tinha olhado nos meus olhos, ela tinha visto o mal em mim, como todo mundo vê. 
— C-calma, eu não vou lhe machucar! Eu s-sou do bem, eu posso explicar! — Tentei fazê-la abaixar a arma, mas ainda me olhava em dúvida. Levantei devagar e ela seguia meus movimentos como se eu fosse um alce pronto para ser abatido. 
— Como eu vou saber se você não está mentindo? — Ela falou ainda segurando a arma.
— Bom, tem uma suposta amiga minha lá em cima vasculhando tudo como testemunha e ... bem, olhe para mim? Eu tenho cara de quem irá te machucar? — Falei sorrindo ternamente, tentando acalmá-la.
— Mas você anda com essa arma, já é uma coisa para se desconfiar. — Finalmente ela abaixou a arma e suspirou aliviada.
— Defesa, uma coisa muito importante quando o mundo acaba. — Falei observando aquela sala. — Vamos subir, essa sala me dá arrepios. — Subimos e a mesma ficou procurando a Thalia, parece que ela não podia lhe ver, sentamos em um sofá mofado e ela nos contou toda a sua história. Se chama Sophia e tem 17 anos Ela estava fugindo dos vampiros a muito tempo, ela vivia neste posto junto do seu tio, que foi pego, ela se escondeu, mas foi amarrada naquela saleta nojenta. Estava ali a 3 ou 4 dias seguidos sem tomar água. Estava completamente desidratada. Agora estamos aqui, comendo amendoins que eu trazia em uma bolsa, junto de mais água e dois sanduíches que dividiremos amanhã. Thalia entendiada, estava jogada no chão suspirando e olhando para o teto que parecia agora mais interessante do que a nossa conversa. O sono foi chegando e logo o céu escureceu por completo, não havia nenhuma luz sequer a da lanterna que girava na minha mão. Me ajeitei no sofá junto de Sophia e fui fechando os olhos, e depois caí no sono.

[...]

A claridade do sol me acordou, levantei e vi que Sophia não estava ali, peguei minha arma e a procurei por tudo ali e não a vi. Suspirei derrotada ao perceber que a perdi de vez, ouvi ruídos e quando cheguei ao primeiro cômodo vi ela entrando com uma marmota pendurada pelo pescoço. Sorri e ela largou aquele bicho em cima do balcão.
— Demorei um ano pra pegar esse bicho, vai ser nosso almoço. — Me ajude a acender algum fogo.

Saímos a procura de algum combustível e madeiras velhas, acabamos por achar na sala que ela foi encontrada. Acendemos um fogo pouco ralo e colocamos a carne já sem pelo da marmota para assar, meu estômago roncou e eu fechei os olhos buscando força.



Justin's POV

 22:00 PM - México | Warehouse

Lá estava eu, sentado e esperando a morte. Acho que perdi as esperanças. Sinceramente, o que eu posso fazer por isso? Estou trancafiado, sem comida descente, sem a minha Katherine e praticamente sem vida. Ouvi um barulho e a porta do galpão se abriu, a luz da lua iluminava o galpão praticamente vazio, alguém entrou e virei a cara.
— Olá queridos, hoje eu vim buscar uma pessoa para saciar minha fome. As coisas andam difíceis, as pessoas estão sumindo do mapa. —  Olhei novamente ao ouvir a voz de Jake falando insanamente. Ele olhou para cada um de nós, abaixei a cabeça e assim que o fiz, ouvi o grito de alguém. Ele havia pegado Ana e estava tomando cada gota do seu sangue. Ela estava pálida, seus lábios roxos e suas mãos tremiam, mas seus olhos estavam fixos em mim. Um olhar desolado, magoado, triste. Eu não pude fazer nada, ele logo sumiu e a deixou cair no chão, caí aos seus pés e permiti que as lágrimas caíssem.
— Ana, por favor, fale comigo! ANASTÁCIA! — Não posso acreditar, o que mais vai acontecer na minha vida? Deveria ser eu, não ela. Chorei, até que meus olhos doíam de tanto chorar. Desisto, o destino está brincando comigo e é uma brincadeira de muito mau gosto.
Ana era como uma irmã pra mim, eu a amava sim, mas era diferente do amor que sinto por Katherine. Estou completamente sozinho agora. Não tenho para onde ir, apenas vou esperar ... esperar até a morte. O sol escaldante do verão Mexicano, que já estava baixo, entrava pelas pequenas janelas, anunciando que agora deveria ser o fim de tarde mais longo que já vi. Suspirei e me deitei em cima de alguns trapos que tinha no chão, não tinha o que fazer, o corpo de Ana estava jogado no chão como se fosse um bicho.
Medo. Medo era o que eu sentia agora, eu já não sei o que fazer e nem o que pensar. Minhas esperanças se esgotaram.


Narrador

Eles estão com as emoções à flor da pele

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por comentar, isso significa muito para nós!